O novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Braga deverá ficar concluído até ao início do próximo ano. De acordo com a previsão apontada esta quinta-feira pelo presidente, se tudo correr dentro do previsto, a obra começa no final do verão.

O projeto do espaço situado em São Paio de Arcos, arquitetado por Carvalho Araújo, foi apresentado no dia em que a corporação celebrou 144 anos de existência. António Ferreira explica que, esta semana, “chegaram notícias da secretaria de Estado do Ambiente que o processo vai ser deferido nos próximos dias”. “Depois de tantos anos de luta e ansiedade, saber que a concretização deste sonho está cada vez mais perto deixa-nos muito eufóricos”, salienta.

Na próxima reunião de câmara, o documento referente à aprovação e licença de construção vai ser discutido e votado. Dada luz verde, antes da empreitada arrancar, ainda terá de ser resolvido “um problema sério” no terreno, relacionado com o “índice freático” existente naquele local.

Devido à abundância de água e para evitar fissuras no futuro, o presidente da corporação adianta que será colocada “uma grande quantidade de estacas que possa permitir a sustentabilidade da laje que estará no rés-do-chão”. “Só depois é que pode começar a ser instalada a nave”, acrescenta.

Ricardo Rio: “Mais do que uma ambição, é uma necessidade premente”

O presidente da Câmara Municipal de Braga também marcou presença na cerimónia. Ricardo Rio enaltece que, “mais do que uma ambição”, o novo quartel é “uma necessidade premente para dotar todos os que servem os Bombeiros Voluntários de Braga de muito melhores condições para executarem as suas funções”. Promete ainda que a tramitação urbanística do processo que agora se segue nos serviços municipais terá “via verde” para que seja concluída “o mais depressa possível”.

O novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Braga, situado num terreno de 13 mil metros quadrados, divide-se por dois grandes espaços. No piso 0 ficarão, entre outras valências, o parque de viaturas, uma sala de gestão de emergência, gabinetes e balneários. Já no piso 1 vão posicionar-se, por exemplo, uma sala de reuniões e as camaratas.

Trata-se de um terreno doado pela Câmara Municipal e terá o custo aproximadamente de 1,5 milhões de euros.

O valor será pago por um promotor imobiliário, que, em contra-partida, poderá explorar o atual edifício localizado no Largo Paulo Orósio.

Fonte: Rum

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