Foto: Município Paredes (Arquivo)

José Morais, comandante dos Bombeiros Voluntários de Paredes, foi eleito, no sábado, presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito do Porto.

A lista única admitida a sufrágio, encabeçada por José Morais e com “representantes de associações de 16 dos 18 concelhos do distrito”, venceu com 95,4% dos votos, ou seja, contou com o voto de 38 das 40 associações de corpos de bombeiros do distrito do Porto que podiam exercer o seu direito, explicou o comandante.

“Foi, de facto, uma votação, diria, em peso, massiva, o que, numa circunstância e havendo apenas uma lista candidata aos órgãos sociais, não deixa de ser importante para quem se candidata porque manifesta efetivamente a vontade, o apoio e o acreditar no projeto”, sublinha ao Jornal A VERDADE o comandante dos bombeiros de Paredes. “O que me deixa efetivamente muito satisfeito e é o concretizar de uma vontade, de ir ao encontro daquilo que são as reais expectativas e necessidades das associações”, completa.

O mandato é de três anos (2021 – 2023) e, no programa, esta lista que agora venceu tem escritos 20 pontos “ambiciosos, por um lado, mas exequíveis, pese embora toda esta dificuldade”, refere, lembrando a “questão pandémica, que tem fragilizado de sobremaneira”.

O “pontapé de saída” para o “projeto inclusivo” que pretendem criar, “ao fim ao cabo, aconteceu precisamente ontem com a expressão no voto da vontade de unir todas as federadas num projeto que possa ser reconhecido como comum”.

José Morais indica ainda que há “um largo trabalho a desenvolver no sentido de que haja o efetivo reconhecimento por parte de quem tem a responsabilidade, não só da entrega de equipamentos de proteção individual, mas também de todo o apoio, aquilo que é a dinâmica de resposta ao socorro por parte das associações e da qual o Estado é o principal parceiro”. Além disso, destaca também algumas iniciativas que pretendem promover como o apoio a um encontro anual das escolas de infantes e cadetes “enquanto uma grande expressão de dinâmica de voluntariado” e o Dia do Bombeiro Português, para o qual querem fazer uma candidatura “para se realizar novamente no distrito do Porto, ou seja, dez anos depois”.

Fonte: A Verdade