Fogo de Vila de Rei tem “frente de 25 quilómetros”

Dominados os fogos da Sertã as atenções viram-se para o fogo de Vila de Rei, a proteção Civil vai reforçar esta frente com “6 aviões e dois helicópteros”,

Dominados os fogos da Sertã, onde o dia ainda vai ser de muito trabalho, as atenções viram-se para o fogo de Vila de Rei, que tem uma grande frente no concelho de Mação, com a linha de fogo a atingir os “25 quilómetros”. Este passou a ser considerado um grande incêndio florestal, que atinge os distritos de Castelo Branco e Santarém.

A intensidade das chamas foi reconhecida pelo comandante Belo Costa com a Proteção Civil a reforçar esta frente com “6 aviões e dois helicópteros”, adiantou o responsável. Em terra 4 máquinas do exército abrem aceiros, mas “o declive e a existência de muitas aldeias” na linha de fogo dificultam o trabalho dos bombeiros. Contudo o comandante da Proteção Civil, que tem o comando nacional no local, relevou a importância de “proteger aldeias e habitações”.

Apesar do reforço de meios a situação ainda é muito complicada. Operacionais no terreno destacam que “as frentes de Vila de Rei ainda estão a lavrar com intensidade”, repetindo o cenário de 2003. “Só não é tão complicado devido à menor severidade da meteorologia”, destacam os combatentes.

Ainda assim a noite foi de contenção no concelho da Sertã, onde em Chão da Telha, junto à Estrada Nacional 2, decorrem operações de extinção. Da Fundada, em Vila de Rei, o fogo passou para Mação, “anda à solta em Robalo, progredindo 17 km do local onde teve início”, destacam os bombeiros. Em Vale da Cova há “maquinas de rasto a abrir caminhos e concentração de reforços”, para “atacar a cabeça do incêndio com a ajuda dos meios aéreos”.

O laboratório de fogos da Universidade de Trás-os-Montes aponta para uma “situação complicada com perigo meteorológico extremo e instabilidade atmosférica com tendência para aumentar”.

A meteorologia é a grande inimiga dos bombeiros, apesar de o Instituto do Mar e da Atmosfera antever uma diminuição da intensidade de vento. O perigo de reacendimentos “nas frentes já consolidadas é real” e para a zona foi destacado um helicóptero de coordenação e vigilância.

No local dos fogos estão perto de 1500 bombeiros e um posto de comando centralizado, que funciona na Escola Secundária da Sertã.

Os 3 incêndios, dois na Sertã e um em Vila de Rei, tiveram início às 14h50 de sábado, facto que levou as autoridades a colocarem no terreno inspetores da PJ. O incendio provocou ainda 9 feridos, um deles m civil queimado com gravidade e que foi evacuado para os hospitais de Lisboa.

Fonte: Expresso